Parque Central, 01h14min da madrugada, arredores
de Tóquio. O outono chegara mais cedo do que o de costume naquele ano, e as
árvores já haviam adquirido a sua coloração característica da época. Na
verdade, seria correto afirmar que as árvores perderam a sua coloração característica. Raras eram as exceções que
escapavam da desnudez imposta como uma lei marcial pela tão carinhosa estação.
Não que isso fosse algo de extrema importância. A nudez já era algo tão comum
que as pessoas apenas se incomodavam com os pequenos mares de folhas mortas que
se formavam aos pés das mesmas. Como deveriam se sentir as árvores sendo
rodeadas por verdadeiros cemitérios de suas filhas tão amadas? Para ser franco,
existiam pessoas que até apreciavam ver as árvores naquele estado tão
desonroso. Por essas pessoas, a Mãe Natureza podia apenas lamentar.
No entanto, também existiam as pessoas que
se sentiam entristecidas com o chegar do outono. Mas a infelicidade não estava
de forma alguma ligada às perdas sofridas pela natureza. Era originária de algum
acontecimento que lhes ocorrera no passado e que voltava para assombrar lhes,
como se elas já não tivessem problemas o suficiente em suas vidas. Pobres
seres... Incapazes de se livrar da mágoa e do rancor de suas próprias
lembranças, e mesmo aquelas que conseguem escapar de suas garras, não lhes
sobra mais nada além de um vazio no âmago de suas mentes incompletas. E o que
dizer de um ser que nasceu desse tipo de ser tão infeliz? Seria uma existência ainda
mais desesperadamente miserável que de sua espécie genitora...
Ele checou as horas no relógio de pulso
mais uma vez, enquanto inconscientemente seguia seu caminho por entre as
ameaçadoras árvores de outono. Apressou o passo, suando de tão nervoso que
estava. Resolveu que iria de certo estrangular a secretária que o indicara este
feliz “atalho” da próxima vez que a encontrasse. Bastou pisar nas pedras que
calçavam as passagens de entrada do parque para lembrar-se de rumores
envolvendo pessoas sendo encontradas mortas há algum tempo atrás. De repente
desejou nunca ter adquirido o hábito de rotineiramente assistir aos telejornais
do dia com tanto afinco.
Tentou acalmar-se, revelando para si mesmo
as porcentagens e probabilidades de ser a próxima vítima de algum maníaco que
supostamente rondava a região. Além do
mais, desabafou consigo mesmo, a
maioria das vítimas não eram mulheres de meia-idade? Se, de fato, esse
assassino aparecer para mim, há de simplesmente descarregar o conteúdo de seu
revólver e eu poderei ter uma morte rápida e indolor... E de repente, se
assombrou com o próprio pensamento de ter um fim “aconchegante”. O assombro foi
tanto, que parou no caminho que percorria.
Como se sua mente fosse um enorme campo de
debates entre júris e juízes, logo lhe ocorrera que o tal “revólver” do suposto
maníaco era uma faca daquelas que se usam em açougues, e que se ele resolvesse
“descarregar o conteúdo” de sua arma, ele teria tudo, menos uma morte indolor.
Nervosamente checou o relógio de novo e descobriu que já passava de uma hora e
vinte e sete minutos. Olhou ao redor e enxugou o suor do rosto com o braço.
Nenhuma alma viva além da dele, e a de alguém que supostamente se escondia nas
sombras...
Com cuidado, inseriu a mão dentro do bolso
interno do paletó que usava e recordou que a mesma secretária havia lhe
oferecido o conselho também o havia emprestado um revólver de calibre 15, seja
lá o que isso significasse. E o dito cujo estava carregado com seis balas. Não
sabia nem se a arma era registrada, e riu de si mesmo. Entendia mais de leis do
que do próprio alvo delas. Resolveu que, de fato, nada lhe assustava mais do
que uma mulher com uma arma em posse. Lembrou-se de que, quando questionou a
tal mulher sobre as razões para ela ter uma arma e a estar emprestando, a
secretária apenas riu e disse que vinha do estado americano do Texas, e que,
por lá, era muito comum as pessoas possuírem armas, antes de desejá-lo uma Boa Noite... De fato não tocaria nunca
mais no assunto.
Ouviu o vento uivar nas árvores nuas e
ainda naquelas que eram imunes ao efeito do outono, e mantinham todas as folhas
que apenas se tornaram laranja. Com a arma em mãos, lembrou que era sempre
quando o vento uivava desse jeito que os monstros surgiam das sombras e
atacavam as pessoas incautas nos filmes de terror. Sentiu o suor descer de novo
e continuou a percorrer o seu caminho.
Estranho... Retrucou
para si. Já faz tempo que saí de um dos
extremos do parque. A essa altura já deveria ter alcançado o outro extremo...
E então se torturou com o pensamento de estar perdido naquele lugar tão
sombrio.
O parque, além das árvores medonhas, era
antigo, e, portanto, ainda não possuía postes de iluminação, e os que existiam
estavam quebrados por vandalismo. Ele tinha que reconhecer que deveria ser um
lugar bonito durante a primavera, e especialmente durante a luz do dia deveria
parecer um lugar sereno até. Mas à luz do luar, era isso: as árvores se
contorciam em uma espécie de dança odiosa, e a falta de luz em certos trechos
dava a impressão que faria muito sucesso se aparecesse em algum filme de
terror. A única coisa que faltava ao clima era uma névoa espessa.
Não entendia porque nunca ouviu falar desse
parque antes. E era tão vasto que não percebê-lo se tornava impossível.
Localizava-se entre a denominada “parede de arranha-céus”, que era o local mais
comercial daquela parte de Tóquio. E o parque estava bem entre dois trechos de
prédios enormes, ficando até em contraste e deformando a paisagem de
arranha-céus, sendo algo tão minúsculo entre gigantes. E justamente por isso
era que estranhava nunca tê-lo visto antes.
O escritório da empresa era um prédio bem
em frente ao parque, e aceitara o conselho porque precisava chegar rápido em
casa e com o seu carro no conserto seria impossível pagar a corrida do táxi. Não
havia ruas cruzando a parede de arranha-céus, mas apenas contornando-a, o que
tornara o parque tão atrativo aos seus olhos de início. Agora podia apenas
arrepender-se de dar ouvidos aquela secretária tão desprezível.
A mulher era daqueles tipos que usam roupas
extravagantes de propósito, mas que não enxergam o quão ridículas as roupas ficavam
nelas. E ainda por cima tinha complexos de superioridade e até um certo grau de
cleptomania, ele percebera. Não entendia porque foi dar ouvidos a uma mulher
dessas.
Suspirou alto. Mulheres sempre foram o seu
ponto fraco. Nunca fez muito sucesso entre elas, embora seus amigos dissessem
que ele era um homem atraente. O estranho era que ele nunca ouvia as damas
chamarem-no de atraente, mas apenas seus amigos homens o faziam. Parecia que só
os homens o achavam atraente. Considerara muitas vezes se relacionar com outros
homens, mas não achava coragem, e sentia até certa repugnância. Lembrou das
épocas da academia, onde as garotas fugiam dele gritando “pervertido”, sem que
ele dissesse uma única palavra. Sentia pena de si mesmo por nunca ter sido
feliz nesse departamento, e embora fizesse muito sucesso em seu trabalho e
pudesse comprar com seu dinheiro tudo que seus desejos mandassem, sentia o
famoso vazio interno, porque na verdade, tudo que queria era ter uma família.
Casar-se com uma mulher que ele amaria e ter filhos com ela e mimá-los porque
ele os amaria também...
Cada vez mais se conformava que esse sonho
nunca se tornaria realidade. A última mulher com quem namorou o trocou por
outro e ainda disse que a única coisa que a manteve perto dele foi pena. De
repente sua vida parecia um inferno: a namorada o trocara por outro no dia em
que ele decidira pedi-la em casamento, o carro estava no conserto devido a um
acidente com um filho da mãe bêbado em que o único que se arrebentara fora seu
próprio carro, seus pais acabaram de morrer mês passado de uma doença e no
mesmo dia e ainda perdera um contrato milionário com uma empresa do exterior
por incompetência de um ou dois. Suspirou alto de novo, começando a desejar que
esse maníaco surgisse logo e pusesse um fim ao seu tormento.
Meu Senhor...
Parou em seu caminho, franzindo suas
sobrancelhas, confuso. Ouvira uma voz sussurrar algo agora a pouco... Olhou ao
redor e não viu ninguém, e até virou-se de costas, sendo atraído pela lua tão
cheia de esplendor. Ao resmungar alguma coisa, virou-se para seguir seu caminho
e deparou-se com arbustos se remexendo com fúria. Rapidamente sacou a arma e
disparou na direção dos arbustos sem pensar duas vezes sobre o assunto. O
rebuliço parou, e fez-se um silêncio atormentador por alguns instantes. Suando,
ele carregou a arma para outro disparo, enquanto apontava nervoso para aquela
direção. Para sua surpresa, deparou-se com uma figura disforme.
Esbugalhou os olhos enquanto observou um
jovem rapaz sair das sombras a sua frente, cambaleando em sua direção. O rapaz
tinha um cabelo liso e profundamente negro, que balançava facilmente sob o
vento de forma suave, cobrindo-lhe a testa e até um pouco os olhos. Não podia
ver os olhos, mas viu um rosto delicadamente estruturado e tão fino, com uma
pele tão branca e macia que parecia refletir a luz fria da lua. As roupas que
esse rapaz vestia eram um tanto extravagantes: ele usava uma camisa de seda puramente
branca e de mangas compridas que terminavam em punhos cheios de babados e
laços. A gola da camisa era da mesma forma como os punhos da manga, cheia de
laços e babados ondulados, e estava aberta até certa altura do diafragma,
revelando um peitoral liso, livre de pêlos, mas com uma espécie de tatuagem
escura que ele não pôde discernir bem, devido à precária iluminação ao redor.
As calças eram de um tecido veludoso escuro e estavam coladas às pernas do
rapaz, torneando suas coxas fracas. A cintura estava coberta pela camisa que
descia até as tais coxas sem músculos, e a calça se estendia até os pés
descalços.
Ao todo, o rapaz se parecia muito com
aqueles príncipes da antiguidade européia, e mal se parecia com um homem, por
sua aparência tão delicada e sensível. No entanto, o mesmo tinha uma aparência
horripilante, pois sua camisa e tórax estavam completamente ensangüentados e o
sangue ainda escorria de sua boca. Num instante, percebeu que o “príncipe”
estava caindo lentamente para frente, aparentemente inconsciente e, com um
movimento rápido, ele abriu os braços e segurou o rapaz com cuidado. Não pôde
resistir à tentação de alisar o rosto do jovem de leve com a palma da mão,
sentindo a pele extremamente macia como ele imaginara. Estava agachado no chão
com o príncipe ensangüentado em seus braços e se sentia terrível, pois
certamente aquele disparo o atingira em cheio.
“...eu...
senhor...” ouviu voz suave aos seus ouvidos.
“Ei!
Não desmaie! Fique consciente! Ei!” tentou despertá-lo em vão.
O rapaz desmaiara por completo. A lua ainda
estava alta no céu noturno, e era a única testemunha do ocorrido, enquanto se
escondia por trás das nuvens, embriagada. O vento uivava, mas de forma a
parecer mais um coro do que um uivo de animal selvagem. As árvores já não se contorciam
de forma ameaçadora para ele, e agora, o cenário de filme de terror se
transformara em um drama, onde ele havia atirado em um rapaz tão bonito sem
mais nem menos. Definitivamente ele iria estrangular aquela secretária...
(...)
“...Ele
está fora de perigo. Não encontrei o ferimento de bala. Certamente ele apenas
desmaiou de susto.” O médico recolhia seus apetrechos e os colocava dentro de
uma maleta. “Também não consegui encontrar a origem de tanto sangue, e nem
explicar porque ele tinha um pouco em sua boca. Nenhum ferimento interno
também.”
“Não
sei como te agradecer, Arisugawa. Não consegui pensar em outra pessoa na hora.”
Ele sorriu tranqüilo.
O
médico riu. “Mas que outro médico você acha que faria uma consulta de graça de madrugada?
Agora você me agradece por ter feito medicina, não é, senpai?”
Ele
devolveu o riso e apertou a mão do amigo. “Não se preocupe. Você ainda me deve
muita coisa por aquele ano.”
“E
isso inclui consultas grátis, hein?” Arisugawa balançou a cabeça, se retirando
do quarto. “Bem, de qualquer forma, ele deverá ficar bem. Apenas deixe-o
descansar um pouco e logo ele poderá te processar pelo susto.”
“Há-há!
Muito engraçado.” Ele disse em tom irônico enquanto acompanhava o amigo. “Até
logo.”
O médico se despediu enquanto o mordomo o
acompanhou até a porta. Voltando para o quarto onde o rapaz dormia, ele
sentou-se numa cadeira ao lado da cama, observando a figura adormecida de forma
cautelosa. Não pode conter seus olhos de admirarem as formas do garoto: sem a
camisa ensangüentada, seu peitoral inteiro estava à vista, e era tudo tão
lisinho e parecendo tão macio que ele engoliu em seco, lambendo os próprios
lábios. Pequenas curvas se desenrolavam a partir de uma cintura fina. Estimou
que o jovem devesse ter vinte e pouquíssimos anos. Era incrível ele não possuir
pêlo algum em parte alguma, e além do mais, onde estava a tal tatuagem escura que
ele jurava ter visto antes? Deve ter sido sua imaginação, ele se convenceu.
Uma aura de fragilidade envolvia o garoto
adormecido, ao ponto em que Misawa pensou que iria quebrá-lo se o tocasse. Por
isso, continha-se em apenas deliciar-se com os olhos. Além do que, ele parecia
tão sereno e tranqüilo em seu sono, com sua cabeça virada para o lado e com
seus cabelos sedosos e tão pretos cobrindo-lhe a testa... Tão delicadamente e
fragilmente belo, que poderia muito bem ser considerado um crime perturbar o
sono de criatura tão magnífica.
Misawa levantou-se, deixando a cadeira onde
sentava para sentar-se ao lado do jovem adormecido. Não mais podia conter o seu
fascínio e nem tampouco resistir à tentação de tocar aquelas formas tão gentis
e meigas. Era como se elas sorrissem para que ele as apalpasse e acariciasse. Bastava
fazê-lo de leve e não o despertaria.
O que esse garoto estava
fazendo num lugar como aquele, a essa altura da noite e coberto de sangue? Se o
sangue não era dele próprio, então certamente era-
Parou em seus devaneios quando percebeu
dois olhos de um azul tão claro e profundo como um céu de meio-dia sem nuvens
ou como um mar dos trópicos, cristalino e raso, encarando-o, sérios. Caiu tão
fundo naqueles olhos que o penetravam como os de um predador que encara sua
presa, e não conseguia desviar o olhar de jeito algum. Qualquer vontade de
fazê-lo era esmagada bem antes de ele percebê-la. Mas não se sentia estranho
por efeito disso, mas exatamente o contrário, sentia-se o mais confortável
possível naquela estranha hipnose silenciosa em que se encontrara. Foi apenas
quando o rapaz fechou-os em um sorriso que ele se sentiu livre daquele transe.
“Boa
noite, meu senhor...” A voz dele tinha um tom tão delicado quanto a sua
aparência física o permitiria ter, assim como considerável inocência e
gentileza, que circulavam ao seu redor como uma espécie de aura ainda.
Por
um instante, Misawa não respondeu. Hesitou por alguns momentos, então o jovem
virou sua cabeça de lado como um cãozinho confuso, “Há algo errado? Você está
bem?”
Ao
ouvir o tom de voz preocupado, ele imediatamente sorriu, “A-Ah! Claro que
estou! Não se preocupe comigo!” Riu nervosamente, tornando a se sentar na
cadeira ao lado da cama. “Até que enfim você acordou... Estava começando a
ficar preocupado...”
O rapaz sentou-se na cama e olhou ao seu
redor. O quarto de paredes brancas, e com nenhuma outra mobília além da cama e do
pequeno armário para roupas, lustrado e igualmente branco como as paredes. Uma
janela grande e única na parede oeste do quarto permitia a visão da madrugada
do lado de fora, enquanto longas cortinas de um tecido semitransparente e azul
claro cobriam-na os lados. O garoto analisou o lugar por um longo momento antes
de questionar seu anfitrião, “Onde...?”
“Você
está na minha casa. Eu te trouxe aqui logo depois que...” ele hesitou.
O
jovem imediatamente virou e seus olhos brilhavam trêmulos. “Você o que?” sorriu,
estendendo a mão na direção de Misawa.
“Ah,
então você não se lembra?” Misawa coçou a nuca, envergonhado.
Por alguma razão, o garoto parecia que ia
chorar, e estreitou os olhos que já se enchiam de lágrimas. Com um movimento
rápido ele se jogou e abraçou Misawa forte, com ambos os braços ao redor do
pescoço, e com o rosto afundado no mesmo. Suas pernas abraçavam a cintura
máscula do bom-samaritano. Qualquer um que entrasse e visse a cena imaginaria
que eles eram amantes, ou no mínimo amigos muito íntimos.
Ele foi pego de surpresa com aquele abraço
tão forte, e hesitou por um longo tempo antes de fazer qualquer coisa. Suas
mãos tremiam levemente ao seu lado. Então, ouviu o rapaz sussurrar ao seu
ouvido.
“Eu
estou com tanto medo...” sua voz trêmula, afundou a cabeça ainda mais no
pescoço dele.
Finalmente, decidiu retribuir o abraço, e
estendeu os braços ao redor da cintura delicada do garoto, sentindo o seu corpo
inteiro relaxar.
“Está
tudo bem.” Ele sussurrou. “Eu estou aqui com você. Vai ficar tudo bem.”
Sentiu o mesmo esconder-se ainda mais no
seu pescoço, enquanto gemeu uma afirmativa, baixinho. Misawa fechou os olhos e
aproveitou o abraço. Ele tinha que admitir que ninguém o abraçara assim forte
há algum tempo, e a última vez foi com uma mulher que o traía pelas costas...
Então, sentiu o “príncipe” lamber o seu
pescoço e um calafrio percorreu sua espinha. De repente, abriu os olhos, afastou-o
rapidamente de si. O jovem o observava enquanto piscava os olhos, confuso.
“E-Eu
quase me esqueci! Avisei para o meu mordomo preparar algo para você comer, já que
o médico que cuidou de você disse que você deveria comer alguma coisa assim que
acordasse.” Cuidadosamente, ele deitou o rapaz na cama sorrindo, enquanto o
rapaz ainda piscava os olhos.
Se
levantando para sair, Misawa sentiu o rapaz segurar sua mão. “Espere, não me
deixe! Eu...” o garoto tinha aqueles olhos lacrimosos de novo.
Ele
sorriu e afagou o cabelo do pequeno príncipe carinhosamente. “Não se preocupe.
Eu vou apenas pegar algo para você comer e volto logo. Não precisa se preocupar
com nada.”
.
.
.
To be continued
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